AGUCE


O que é o AGUCE?

Não sabemos se um dia conseguiremos explicar.
Um misto de filosofias?
Uma fuga do Pragmatismo?
Sonhos de jovens idealistas?
Uma experiência transcedental em busca de luz?
Uma experiência anárquica?
Uma misantropia sensível?
A negação ao Ser valorizando a Ideia?

Depende de cada um, depende do momento, qualquer um o vê como o espera, contanto que seja um escape às futilidades do cotidiano, da rotina, do status quo. Abandone o Pragmatismo, o Pragmatismo representando a promiscuidade da vida, a limitação de todos, a hipocrisia de nossas relações sociais.

Com este blog pretendemos refletir, simplesmente uma reflexão sobre tudo ou quase tudo e convidar quem quiser a se juntar à nós. Um lugar para você externalizar tudo, exteriorize tudo que está em sua cabeça, utilize este blog como Zeus utilizou Hefesto. Escreva de tudo, de uma receita de bolo à uma resenha musical, passando por poemas e teorias. E o mais importante: Não importa quem você É, importa o que você SENTE, não precisamos botar o Ser na frente do Ter, precisamos abandonar os dois. Se abandone, não importa sua pessoa, sua identidade, seu SER, somente importa suas emoções, seus sentimentos, sua IDEIA.
Aqui não existe qualidade, existe criatividade e sensibilidade
. Todos podem escrever, basta mandar sua IDEIA para nosso e-mail e a publicaremos, e à escritores assíduos daremos a senha. culturaaguce@hotmail.com
Um grande movimento contra o Pragmatismo.
Junte-se a nós.

Abandone o Pragmatismo!
A vida é realmente mais do que somente isso!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ode ao Sabão

Com que força, ó glicerina,
varres do casulo mundano
Esperma, suor, impurezas,
para, de novo, restaurar a beleza
da casca do ser humano


Com que prazer, ó espuma,
desprendes odor refrescante
formas bolha multicor
a relembrar, sem muito amor,
da bucha o som sujo, rascante


Com que tesão, ó sabonete,
percorres a extensão de um corpo nu
lubrificas mucosas e extremidades
preparando, com terna suavidade,
a penetração no cu


Com que estupidez, ó meu sabão,
Escrevo-lhe eu este poema imundo,
Trazendo à tona tabus e escândalos
quando exalas teu cheiro de sândalo
a perfumar e purificar o mundo


    quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

    Dia Libidinoso

    Merda! Já é terça feira, dia de convenção! Nessa semana vou a uma insuportável convenção de dentistas. Na verdade eu não sou a porra de um dentista e não sei muito bem por qual motivo estou indo a essa convenção. Mas sinto que algo me atrai para esse tipo merda.
    Aqui estou eu em Cúcutal, Colômbia, esperando para o inicio da convenção. Aproveitei de uns minutos que tinha para ir a um bar tomar uma e dar uns tragos. O bar estava razoavelmente vazio. A presença de dois homens me chamou atenção. Pareciam estar sentados ali há anos. Me aproximei dos dois e me apresentei. Eles me disseram que faziam parte de uma mesma pessoa, que estava morrendo a cada segundo que se passava. Uma pessoa que não via mais graça em nada, nada mais fazia sentido algum.
    Estão sentados ali há quatro anos. Me despedi a eles de modo seco e sai do bar. O sol já estava ameno, e a convenção já estava para começar. Voltei para o meu trailler e fui dormir. Na próxima semana vou a uma convenção de robótica. Que Saco!!!
               


                A cada semana tudo se repetia, novamente ...

    sábado, 8 de janeiro de 2011

    2
    A casa escondia, mas nela havia alguém. Quem será que morava lá? Porque será que alguém queria morar em lugar de tão sombrios e hediondos segredos? 
    Não faz sentido,é paradoxal que alguem ao se esconder tenha a ambição de saber tudo sobre todos, estar escondido para impedir que todos os outros o façam. Ninguém conhecia essa pessoa, ela que conhecia a todos.
    Saber tanto pode corromper alguém, incitá-lo à loucura, mas essa pessoa não era assim tão simples, nada podiam fazer que o fizesse mudar de opinião e por isso ele vivia lá há séculos, milênios, desde os primordios do mundo, quando deus disse: "faça-se a luz" a casa foi iluminada. Já havia alguém dentro dela.


    3
    ??????

    quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

    1
    A Casa

    Aquela casa, no alto daquela colina, escondia fatos. Só isso, esse era seu dever e sua razão de ser, assim como existiam os mais diversos tipos de casas, desde aquelas que afogavam mágoas, até aquelas ancestrais casas que ainda serviam para morar. Essa era como o calabouço da verdade. Uma casa grande por fora, mas infinita por dentro, com cada cômodo  guardando uma informação, desde um segredo de estado, até um desvio sexual embaraçoso, passando por segredos adolescentes. Assim essa informação surrupiava-se da mente de seus detentores para sempre, inclusive de quem a guardou em um cômodo. Assim era o suicídio do fato, A pessoa, na ânsia de não querer que ninguém se aproxima-se de suas angústias, as matava, encarçerando-as para sempre, mas ao mesmo tempo perdia essa informação. Todos viviam uma vida de mentira. Pedro ama Júlia, Júlia trai Pedro, Pedro esconde este fato e eles vivem felizes. O governo mata um dissidente político, o fato é escondido, dissidente o que?  Me esqueço do seu aniversário e para não deixá-lo triste escondo o fato que você faz aniversário, você terá 36 anos para sempre.

    2
    ????????

    Eu não vou fazer o capítulo dois

    terça-feira, 4 de janeiro de 2011

    Tormentos causados por um Pica-Pau Amarelo

    Eu fiz pensando em  criar uma letra de canção, mas acho que inconscientemente acabou virando um rap ao imcompreensível.

    Pica-pau amarelo
    Que digere muito inseto
    Você tem as respostas
    À aquilo que espero?
    Sou muito curioso
    Tenho uma sede que alucina
    O que é crescer, o que é pensar?
    Qual o sentido da vida?
    A insignificância majestosa do seu Ser
    Pode conter as respostas que anseio a receber
    O que é falar, o que é dizer?
    Quero viver, quero morrer
    Quero me enclausurar
    Numa casa sem janelas
    Onde a única energia
    É a luz da primavera
    Mas aí vem o problema
    A questão que me atormenta
    A minha solidão parece a praia de ipanema
    A falta de janelas
    Me torna multi-facetado
    Problemas e inseguranças
    Eram lisos, ficam quadrados
    E isso me atormenta
    Isso é uma tormenta
    E isso me atormenta
    Isso é uma tormenta
    E isso me atormenta
    Isso é uma tormenta
    E isso me atormenta
    Isso é uma tormenta

    sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

    Frutos de uma insônia tremenda (e libidinosa)

    Formigas

    Bem, aqui estou eu
    de novo
    Observando avidamente essas malditas
    formigas
    Que em sua existência tão
    sofrida
    Me lembram de que tenho de dormir
    (de novo)

    Na verdade não observo porra nenhuma de
    formigas
    Estava só inventando um assunto sobre o qual
    falar
    Porque não consigo dormir (são duas da
    manhã)
    E, minha mãe, no esporro, disse que às 8 eu devia me
    levantar

    Mas essas filhas da puta dessas
    formigas
    Se recusam a ir embora de minha
    mente insone
    Essas drogas dessas formigas não me deixam
    dormir
    (Pausa para um assalto ao armarinho da cozinha - tô morrendo de
    fome)

    Estou agora refestelado, mas ainda penso nas
    formigas
    Pego agora meu relógio (presente nãosei de quem)
    São 3:12 da manhã
    Hoje é véspera de Reveillón
    (Fudeu, vou estar morto de cansaço)

    Sendo assim, vou pegar meu
    livro do Jorge Amado (foda!)
    Vou tentar não ficar acordado
    Pense você nas formigas

    Boa noite.



    Lápis-de-cor

    É incrível a quantidade
    (e também a variedade)
    de lápis-de-cor que eu tenho aqui

    Posso pintar mil arco-íris
    só para tentar fazer
    o sumido sono vir

    Mas o foda é que
    todos (repito, todos)
    eles estão sem ponta

    E se eu pintar com
    a minha imaginação?
    Será que conta?

    Desisto do arco-íris
    e vou ao banheiro
    bater uma punheta

    Penso na ruivinha
    que vi ontem no Rio Sul
    e defloro sua ruiva boceta

    Seus gritos de dor e tesão (e de loucura?)
    Me aprazem enquanto
    esporro em seus mamilos rosados

    Ela pega sua singela bolsinha
    E sai pela porta
    Seus orifícios, arregaçados

    Pera aí!
    Confundi a ficção,
    a realidade e o tesão,
    transformando minha própria razão
    em matéria-prima para masturbação

    É melhor eu apontar logo essas merdas desses lápis...

    domingo, 26 de dezembro de 2010

    Abrindo as portas ao Irracional *


    Abre-se as portas ao irracional . Nos encontramos em um Mundo, se é que assim podemos chamar, onde todas as bases de vida do ser humano foram desestruturadas. Não podemos nos basear em nada! Não há mais chão, nem pés! O ser humano é engolido por ele próprio. Crises existências se alastram por toda a humanidade. Uma nova era se estabelece? O Caos toma o poder? 

    Diante dessa situação,

    Pombas zanzam, distribuindo sementes de centeio
    Enunciando a Chegada
    O momento se prende ao passado e futuro
    O tempo se perdeu diante toda essa imensidão
    Enquanto isso, a Liberdade chega caminhando diante a sombra do Sol
    Antes do dia se por, a noite nasce








    Me ajudem! Desenvolvam comigo!

    domingo, 5 de dezembro de 2010

    Dia Cheio


    Voltando da análise, passei pelo shopping tijuca, onde tinha uma porrada de gente com coisas pra fazer. Duas delas, as melhores, eram lésbicas e estavam se pegando, e puta que pariu, que bom que estavam se pegando. As duas com todos aqueles corpos, cheios de seios, de mãos, e de línguas, me fizeram parar e dar uma conferida.
     Eu, que já não tinha tantos seios, tantas mãos e línguas, arranjei alguma forma de olhar sem ser olhado.
     (Aqui é onde entra a fantasia).
     Não consegui, as duas me viram e deram risada, e fingi que não era comigo, mas que bom que era comigo, elas voltaram a se beijar. De alguma forma, fui até lá, meio sem nada pra fazer, meio sei lá por que eu tava indo lá, e gaguejei. Elas meio que sabiam o que eu queria lá, e meio que sabiam, por que eu estava gaguejando, e eu meio que entendia alguma coisa que estava acontecendo, fui lá e disse oi. Mentira, eu não disse oi, acho que não disse nada, mas soou como oi. Elas riram pra cacete.
     Virei às costas, envergonhado, pensando no que o adolescente do lado, menos corajoso que eu pra ir até lá, devia ter pensado.
     Mas foi então, que eu ouvi, "não vá embora", não sei se foram elas, ou minha mente, que fala com voz de mulher, e boa, mas eu virei e perguntei "vocês falaram alguma coisa?", e elas me olharam com aquela cara de escárnio, que toda mulher sabe fazer, e que quando um homem faz, fica parecendo um viadinho, e perguntaram: " o que você quer, hein?". Nesse momento, toda a minha vida passou diante de meus olhos, meu coração deu merda e eu morri.
     Quando eu renasci, percebi que não tinha morrido, e sim, soltado um peido,  que por sorte não estava fedendo, e eu ainda estava em pé na frente delas.
     Respondi, "um beijo triplo, por favor". Como quem responde à mulherzinha do mc'donalds.
     Elas responderam, "tá bom", me puxaram esplendorosamente para o meio delas, e eu sorri, e beijei elas, e fiquei felizão, e sei lá.
     Depois do beijo, teve outro beijo, dessa vez, revezávamos, e foi a melhor parada de todas as paradas, melhor até que tocar blues em sol.
     (Aqui é onde volta a realidade, que merda né, pois é)
     Eu voltei pra casa, meio tonto, com tanto frio, que eu coloquei os braços para dentro da camisa, de forma que minhas mangas ficavam desocupadas, e quando estava chegando no elevador, um garotinho, com ,sei lá, quatro ou cinco anos, que ainda não tinha conhecido a vida, a que eu acabara de conhecer a alguns minutos, me perguntou : "moço, onde estão seus braços?"
     Eu ri, e respondi: "eu não preciso mais deles"
     entrei no elevador,
     sorri para o espelho,  eu estava feliz.

    quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

    Solidão

    Estando o homem em seu sono profundo
    Acordo eu, sozinho no mundo
    Mundo belo, velho, imundo
    Teor alcoólico de sonhos sem dono

    Estando o tempo parado eternamente
    Caminho eu por entre os corpos dormentes
    Sou eu o último dos seres viventes
    Caminho só - não tenho sono

    Não tenho dono
    Não tenho sono
    Não tenho como
    Vencer o vazio que me cerca,
    Que me preenche, me sufoca,
    Embora a morte me pareça certa
    Não é nada mais que esperança remota

    Lá vou eu andando por ruas sem lei
    Cá estou eu sentado em trono sem rei
    E sigo andando a esmo, pois sei
    Que um louco não tem camaradas

    Transito sem parar entre o fictício e o real
    Sigo andando a esmo, buscando meu próprio Graal
    Não há o menor vestígio de vida (planta, homem ou animal)
    O louco segue sua estrada

    Na aurora de uma nova era
    Vejo nascer da terra
    Um filhote de bambu

    Já não há mais corpos no chão
    Me visto com o manto da solidão
    E percebo que estou nu

    Somos só eu e o bambu
    Que agora já é forte, garboso
    E dentro de seu tronco tão grosso
    Vejo que estou eu, nu (-surpresa-)

    Já não é mais um bambu
    É um abutre, um urubu
    E ele consome meu corpo
    Bica meus olhos, me faz mais louco
    Louco ao ver que durou pouco
    A esperança de companhia

    E volto eu à minha peregrinação
    Envolto na fúnebre mortalha da solidão
    Abandono de vez a razão
    E vejo meus pensamentos se reduzirem ao pó

    Borboletas Psicodélicas (ou Divagações Contraditórias ou Aos Loucos)

    Espíritos esvoaçantes povoam minha mente
    Submensagem decifrada
    Fulguras de um velho arco-íris transitam
    Numa efusividade impensada

    Borboletas psicodélicas voloteam ao meu redor
    Período de transição
    Transição entre os céus de dois mundos
    Não jogue fora sua razão?!

    Razão de ser, de crer, viver
    Motivação impulsionada
    Por conceitos subjetivos e loucos
    Sigo na valsa descontrolada

    A dança da vida é complexa
    Cada passa é de vida ou morte
    Semântica dos sonhos sem nexo
    "Por favor, capriche no corte!" (<- ah, os padrões...)

    AaAaAaAaAaAaAaAaAaAaAa
    aAaAaAaAaAaAaAaAaAaAaA

    ANOMALIA! ABERRAÇÃO! ANORMALIDADE!
    (tudo o que busco ser)
    Sem crer ao ver
    Ou enlouquecer

    Aos poucos
    Bem poucos
    Aos poucos
    Tão poucos
    Aos poucos
    Já soltos
    Aos loucos

    Aos loucos
    Vendo minha mercadoria
    Vendo vassoura e esfregão
    Vendo produtos de limpeza
    Para que possas varrer a RAZÃO

    De teu interior, caro senhor
    Se quiseres saber, pela dor
    Como pensa o desvairado
    Despido, expulso, enxotado
    Da sociedade

    Ah, os homens são tão cheios de maldade
    De podridão, de incertezas, de LOUCURA!

    quinta-feira, 28 de outubro de 2010

    Pensamentos...

    Morte, isso me intriga muito. Se morremos, porque vivemos? Tentando escapar desse clichê divago, divago e divago e tenho prazer em divagar, uma alegria exultante me percorre quando não acho resposta resposta alguma, porque achar alguma resposta? E uma curiosidade me domina, vou ser franco, eu não espero a hora de morrer, mas meu pensamento é o oposto do suicida, não é uma coisa mórbida, não aprecio a morte, simplesmente tenho um comichão, um aperto dentro do peito, uma ansiedade aguda quando penso sobre a morte, quero descobri-la, ler suas entrelinhas, mas será que isso é possível? Será que na hora da morte somente vou me decepcionar, ou será algo de tamanha magnitude que nós meros nadas nem podemos no nosso infinito pensamento imaginar algo próximo a isso?
    A morte me faz pensar ainda mais sobre o Ser, vivemos oitenta anos, oitenta anos! Olhe o Homo Sapiens! Olhe a Terra! Olhe o Sol! Olhe o Universo! Meu deus, nos compare! Não há comparação! Então o que significa a Vida se é tão passageira? O que importa em que eu vou trabalhar!? O que importa a porra do tênis que eu vou comprar!? O que importa o filme que eu vou alugar?! O que importa em quem eu  vou votar?! O que importa se o fluminense ganhou?! O que importa o que Platão disse?! O que significa viver?! O que importa quem você é? O que você é? Nós somos tão, tão ínfimos, mas ao mesmo tempo nos achamos tão, tão grandes.



    É engraçado o grandioso apreço que todos dão à vida, a vida é o bem mais precioso de todos no mundo inteiro, a vida representa tudo, sua pessoa, sua alma, o presente dado por Deus. Mas quando estão tentando dormir não pestanejam em matar com um seco tapa o pernilongo que o incomodava.

    domingo, 17 de outubro de 2010

    Música

    Música, o que é isso? Como se faz?

    Explique o que é música pra você.

    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    O Juiz

    Penso que a sociedade atual, por seus modismos e (pre) conceitos, não se adequa às ideias de utopia presentes em nossas jovens mentes, pois, a partir do momento em que um indivíduo julga outro, ele (o "juiz") parte do pressuposto de que é superior ao "julgado", o que não é compatível com a minha visão de sociedade igualitária. A meu ver, não deve haver julgamento (ou preconceito e discriminação) em nenhuma situção, pois como saber se o outro está certo e não nós?
    Antes de formar um conceito sobre outro indivíduo, devemos avaliar as causas socio-culturais que o levam a se distinguir dos padrões estabelecidos por nós e pela sociedade (se bem que estabelecer padrões já é uma grande estupidez...). Tudo é relativo e depende do ponto de vista (aliás, pensando bem, mesmo eu posso estar errado ao escrever este texto, pois como posso ter certeza de que o que penso é a verdade absoluta?) Por que eu estaria certo? Quem pode me garantir que eu não sou apenas mais um imbecil moldado por conceitos pré-fabricados? Não tenho mais certeza de nada. Ou será que tenho?

    Creia que esta pergunta jamais será respondida.

    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    As Hipocrisias do Bicho Homem (Anônimo)

    Não sou anônimo
    Eu tenho nome
    Não sei meu nome
    Mas fui nomeado
    Classificado
    Estereotipado
    Após ser analisado

    Mania do homem
    Precisa entender
    Deve compreender
    Sem perspectiva
    Sem trabalho de pensar
    Sua mente pouco ativa
    Se recusa a raciocinar

    Nasci humano não cidadão
    Por isso não me levam em consideração
    A não ser que eu tenha a minha certidão
    Na qual fui nomeado
    Classificado
    Estereotipado
    Após ser analisado

    Analisado não pelo homem
    Mas pela sociedade
    Que não corresponde a minha idade
    Minha geração
    Estereótipos e classificação
    Idéias impostas
    Sem nossa opinião

    O ser humano é nominalista
    Pouco racionalista
    Extremamente empirista
    Etnocentrista
    Sexista
    Falta perspectiva

    Sou simpatizante da ideologia anarquista
    Alguns julgam nilista
    De novo falta conscientisação
    Bicho pouco racionalista
    Me incomoda a falta...
    ...de estudo
    Educação PARA MIM é coerção
    Sou a favor de propor informação


    Eu tenho nome
    Não sou anônimo
    Não sei meu nome
    Só sei o qual foi me dado
    Que está na minha certidão
    E que infelizmente só assim me torna um cidadão
    Com o direito de exercer minha opinião

    Demo é povo,
    mas só é povo o cidadão
    Apartir do momento
    Em que só tem direito quem é registrado
    E tem uma certidão
    Com um nome que lhe foi dado
    Taxado, não votado

    Para ampliar seu conhecimento (enviado a nós por um amigo)

    Outro dia comecei a pensar sobre como poderia me expressar
    Qual a melhor forma de passar minha mensagem minhas idéias, melhor dizendo minha ideologia, minha cultura? Claro que não no conceito geral de cultura imposto a sociedade em que vivemos e sim no real significado de cultura, elementos que juntos te identificam como parte de uma cultura, não necessariamente o que integra a sua nação...
    ...enfim
    Acredito que musicalmente o Rap seja a melhor forma, mas é cru de mais falta sentimento que por uma voz seca e fria, não generalizando nunca é claro, isso sou eu e não necessariamente você, eu não sinto...E para mim a melhor forma de passar a sua mensagem não será apenas através do seu discurso, se você quiser que te compreendam é preciso passar seus sentimentos através da musica...
    Musica é isso, sentimento, tem que ter feeling mesmo, e se você acha isso gay vai a merda, não sou, mas e se fosse ? Teria algum problema nisso ?
    Entenda o seguinte, não pretendo ser moralista, como menciono o tempo todo, é a minha opinião e não necessariamente a sua se concordar ótimo, se não, fazer o que ?
    ...enfim
    O Rap é ótimo pra passar uma mensagem, mas não uma ideia, mas não para compreenderem o que você sente, estou falando em um patamar social e político e não de assuntos pessoais e egoístas como a maioria dessas bandas emo metidas a popzinhas  falam ou como esses coloridos rebeldes sem causa acham que são o novo punk...Nada contra você escrever sobre ser corno ou outro assunto a caráter, aqui eu falo de música como protesto e não como música arte que é questão de opinião e aminha é provavelmente tão longa quanto esse texto haha...
    ...enfim, vou evitar ficar trocando de assunto e serei direto de uma vez
    Eu acredito, e isso sou eu, que a melhor forma de você se expressar é através do Hardcore/Punk, musica rápida, pesada, emotiva, em um show de hardcore eu expresso toda raiva, todo ódio comprimido, e isso porque ainda nem fiz meu primeiro show como vocal, xingue, grite, exponha o que você sente da melhor forma que encontrar, é terapêutico haha...
    Só estou dando uma ideia, se imponha contra o que você considera errado, pra mim errado é um rap cantar sobre a grana que ele ganho fazendo rap, como ele tem mulher pra caralho e no que ele gasta o dinheiro dele ao em vês de aproveitar a fama para criticar a merda que é a desigualdade social entre outros problemas que provavelmente vocês terão a oportunidade de ler neste blog...
    Bom, para quem ficou interessado no Hardcore/Punk, alguns vídeos e traduções de letras que eu curto muito:

    Poison Idea – It’s an Action
    “[…]You can’t change the world, but you can change your self [...]”
    “[...]Você não pode mudar o mundo, mas pode mudar você mesmo[...]”

    Black Flag – Rise Above
    Esses caras são pra mim os Beatles do Hardcore/Punk

    “Jealous cowards try to control
    Rise above
    We're gonna rise above
    They distort what we say
    Rise above
    We're gonna rise above
    Try and stop what we do
    Rise above
    When they can't do it themselves

    We are tired of your abuse
    Try to stop us it's no use

    Society's arms of control
    Rise above
    We're gonna rise above
    Think they're smart
    Can't think for themselves
    Rise above
    We're gonna rise above
    Laugh at us
    Behind our backs
    I find satisfaction
    In what they lack

    We are tired of your abuse
    Try to stop us it's no use

    We are born with a chance
    Rise above
    We're gonna rise above
    I am gonna have my chance
    Rise above
    We're gonna rise above

    We are tired of your abuse
    Try to stop us it's no use

    Rise above
    Rise above
    Rise above
    We're gonna rise above
    We're gonna rise above
    We're gonna rise above”

    Mukeka di Rato, meu Hardcore nacional favorite:
    Visual é tudo

    Praia da Bosta, esse show eu tava, não é o vocalista da banda que está cantando, é uma garota que subiu no palco.

    Nazi Tolices

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    Abandono da Verdade

                   Vou abandonar a verdade, vou abandoná-la por que não acredito mais nela. Depois de tantas decepções não confio mais, se já acreditei que existia uma verdade, a minha verdade, me desculpem. Só agora amadureço e vejo que aquele sentimento de certeza que você sente em uma situação qualquer, o outro sente da mesma forma só que ao contrário. Toda aquela certeza absoluta se esvai quando nos tocamos que a verdade não existe, e que você não pode estar certo se existem tantos pontos de vistas diferentes do seu, afinal, por que não são eles os "certos"?
                   Mas não pense que por eu estar "errado" você esteja "certo". Não há certo nem errado, há diferentes formas de se pensar. Mas pior que um "pecador" arrependido é alguém que peca e não percebe, alguém que acusa o outro de algo que faz frequentemente, um cego. Vou tentar abandonar a verdade, tentar mudar, mas meu caminho longo já começou, já me olhei no espelho e refleti profundamente sobre o que faço, sobre o que não faço, sobre o que farei. Para você ainda falta olhar para dentro de si e refletir. "As vezes não tomo a minha posição com certa?", "Não tomo pré-julgamentos predispostos em somente minha opinião?", "Minha crença de ser melhor que os outros não é uma crença falsa? Afinal o que é melhor para mim não é melhor para o outro", "Minha arrogância não é somente um escudo?".
                 Talvez eu falhe, provavelmente falharei algumas vezes, mas sempre que me ver sendo dono da verdade me castigarei por dentro, me instigarei a mudar. Me corrijam! Não deixem a verdade me seduzir! Mas espero que vocês, adoradores da verdade de todo o mundo, recebem este texto como uma crítica construtiva, uma crítica à verdade. Olhá-lo já predisposto a não gostar já será seu primeiro erro. Não estou dizendo que estou certo, é apenas a minha opinião, talvez você esteja certo, ou ele, ou todos estão errados.
                 Ou não, sei lá...
               

    sexta-feira, 17 de setembro de 2010

    Escola, uma paródia de si mesma.

    ESCOLA, UMA PARÓDIA DE SI MESMA
    UMA BREVE CRÍTICA À INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL


    A última coisa que ouvi naquele dia foi o “boa-noite” de minha mãe, seguido por certas considerações de como seria meu futuro e como eu iria “ser um nada na vida” se não dormisse logo. Havia certas coisas que ainda queria fazer, mas não pude porque já eram dez horas.
    Outro dia veio, meu olho está embaçado, apenas sei que estou em um carro, nem lembro como fui parar lá. Olho no relógio e são sete da manhã, há pouco o sol acordou e já me sinto seguindo ele. Vou para a escola, para o leste enquanto o sol ainda está acordando e volto ao oeste, minha casa, desta vez chego um pouco antes dele.
    Já estou em sala, sentado, me sinto um zumbi, andei até minha sala sem pensar, como um autômato que repete suas ações todos os dias, 200 dias por ano. A minha frente há um homem falando coisas ininteligíveis, captei algum “x” ou “y” e juro que ouvi algo sobre uma fração de algo que todos estavam comentando.
    Passaram-se 50 minutos, os “xizes” e as frações sumiram. Agora, estávamos ouvindo sobre a importância do meio tecno-científico informacional do pólo tecnológico de Massachusetts. Pensei que era um trava-língua ou algo do tipo, algumas horas depois descobri que seria uma das expressões mais simples que iria ouvir no dia.
    Mais outros 50 minutos, estes que eram um “tempo” de aula e agora era vez de Kepler, agora sim, que estava em estado de prestar atenção em algo, descobri que a força centrípeta media a velocidade tangencial através da fórmula que dizia que esse valor viria através do produto da massa de um corpo pelo quadrado de sua velocidade e a divisão disto tudo por dois. Mentira. Não sei nada disso, meu caderno está aqui ao meu lado e copiei tudo isso dele. A única coisa que se passa na minha cabeça é o recreio que se aproxima a cada segundo, o jogo de futebol ao qual eu iria entrar e a liberdade de ir e vir que me seria concedida.
    Já faz três horas que estou aqui e agora é a vez do inglês, ou é melhor “it’s time for the English” porque com uma turma de 30 alunos onde 25 fazem aula em algum curso especializado esse é mais ou menos o número de palavras que a professora é capaz de falar antes de ser interpelada por bolas de papel, pedaços de giz e gritos nada relacionados à aula.
    Mais um tempo de nada, mas este próximo prometia ser melhor (e até seria, se alguém me explicasse qual é a mensagem do RNA mensageiro). Após uma hora de árdua investigação, descobri algo sobre os nucleotídeos, que estavam relacionados ao ácido ribonucléico, que, às vezes, tinha o prefixo desoxi inserido em seu nome (mas isso é mistério para outro dia).
    Depois da Biologia, finalmente chegou o tempo de Educação Física. Ó Deus são e sábio, Deus que traz a alegria e suporta a euforia causada por ela. Deus que se preocupa até com os menos dotados de saber e inteligência. Ó Deus que é capaz de criar felicidade mesmo a partir da imposição e de fazer animação de onde havia apenas tédio. Rogamo-vos preces para que não nos abandoneis e para que, enquanto houver catorze assuntos diferentes para se escrever no quadro-negro, ainda assim exista mesmo que um único tempo onde aprender seja algo gratificante e extasiante – um tempo onde a correria irracional e animalesca de jovens despreocupados possa ser mais interessante que um debate protagonizado por Sócrates ou Aristóteles. Estes são meus pensamentos nos dois minutos entre a sala e a quadra. Mas eis que ouço o professor dizer:
    - Gente, se arrumem em grupos de cinco. Hoje aprenderemos as regras básicas do basquete!
    Melhor não dizer o que eu penso de Deus neste momento, pois me parece inadequado para um trabalho escolar (e veja: novamente a escola limita minha liberdade de expressão!), mas talvez tais pensamentos não se ajustem nem a uma conversa de bêbados num boteco qualquer. Já assistimos a muita baixaria no Horário Político.
    Enfim, chega o almoço, horário sagrado! Uma hora inteira de liberdade para comer e conversar sem reprimendas. Pena que essa hora passe tão mais rápido que os meros cinquenta minutos de aula.
    Após o almoço, voltamos para assistir à aula da tarde (famosa aula da tarde), que tem até um nome diferente. As pessoas não voltam para assistir à aula – elas voltam para assistir à aula da tarde.
    Como sempre, começamos com História: II Reinado, Guerra de Paraguai, D. Pedro, liberais, conservadores, luzias, saquaremas e muito mais. Pena que durou tão pouco, era a única aula na qual eu não me sentia um alienígena alheio a tudo o que era dito à minha volta, pelo menos sabia que estava no país certo.
    Houve mais três “tempos” de aula, dos quais não me recordo mais, mesmo porque nestes, a única coisa que eu tentava entender era o sentido de tudo aquilo.
    Por que pessoas velhas acham que podem criar leis para ensinar os novos? Por que uma pessoa tem que estudar tanto para fazer uma prova e com isso ganhar o direito de aprender coisas que só tem relação com duas ou três das quinze matérias impostas? Por que o ensino é tão padronizado tornando-se desinteressante para o aluno? Por que os mais inteligentes nunca são estimulados a usar esta capacidade?
    Estas e mais perguntas sobre a paródia que a instituição escolar é de si mesma ainda não foram respondidas. Mas como seriam? Os velhos que criam as regras não são mais sujeitos a elas, por que eles iriam se importar? Sentados em suas cadeiras, já caducos. Provavelmente nem se lembram do dia em que suas cadeiras acolchoadas eram carteiras de metal e madeira, em vez de uma porta à sua frente havia um quadro com códigos indecifráveis e nenhuma secretária lhes oferecia café, mas sim uma mulher os mandava calar boca, olhar para frente e prestar atenção na aula, pois sem isso ele não seria nada na vida. Falavam-lhe que estavam apenas querendo garantir o seu futuro. Que futuro.

    Vale ressaltar que não tenho mais a mínima idéia do que é um predicado verbo-nominal ou como dizer a função sintática de uma palavra. Não me lembro quais são os tipos de sujeito e nem como se forma um advérbio, espero que isso não tenha estragado este texto e nem destruído minhas possibilidades de futuro.

    quarta-feira, 8 de setembro de 2010

    ––Eu e meus amigos às vezes saímos para jogar bola.
    ––Legal! Vocês têm time, uniforme, patrocínios, jogam em algum campeonato?
    ––Não, não. Agente joga para se divertir mesmo!
    –– Mas vem cá, você gosta de matemática, física?
    –– Não, eu me interesso por outras coisas.
    ––Há Há –– uma típica risada irônica –– Aqui Reinaldo! O menino não gosta de MATEMÁTICA!
    –– Há Há –– ri Reinaldo –– Menino ta igual a cego no tiroteio, predidinho na vida! Encontra um rumo nessa sua vida, não vira um daqueles malucos não!

    terça-feira, 7 de setembro de 2010

    Você

    Você
    agora o que ressurge é Você
    só Você
    o mundo passa e eu me esqueço de vivê-lo
    só Você
    agora o que ressurge é Você
    Você

    me ensine a crescer
    me ensine a sofrer
    me ensine a viver
    me ensine a ser

    tua beleza subjetiva me fascina,
    me ensina
    me domina
    extermina
    minha razão

    o fogo da paixão me controla
    e eu não posso dizer não
    à Você
    Você, que ronda meus sonhos
    Você, o amor idealizado
    Você, sente o mesmo?
    Você, sente o mesmo?
    Eu presico saber...
    Você precisa saber...




    Decomposto da sonoridade de  Awake - Akron/Family & Angels Of Light

    segunda-feira, 30 de agosto de 2010

    Bons Companheiros

     Assim me disse o desvairado:
    " Olha por onde andas,
    que teus pés são traiçoeiros"

    Disse-lhe eu:
    "Não dou atenção ao que dizes.
    Meus pés são bons companheiros"

    Retrucou ele, co'insolência:
    "Só me resta rir do senhor,
    cujos pés já enganaram
    cujos pulmões estão secos
    cujas esperanças cessaram"

    Ah, o ceticismo!

    domingo, 29 de agosto de 2010

    O Dia da Paz Interior



    Todos os seres vivos precisam de um momento de plena paz interior. Será criado um dia de semana a mais: O Dia da Paz Interior. Nesse dia alguns seres vivo se desconectarão desse mundo exterior e se conectarão em sua mente. Até mesmo o tempo parará. Nesse dia,  ficarão de olhos fechados e conectados com sua alma,irão para outro lugar,onde suas energias o levarão. Tal lugar onde se atingirá a paz interior, o melhor estado de espírito que pode haver. Cada ser vivo possui seu mundo AGUÇADO. Mas nem todos conseguem se desconectar desse Universo para se conectar com sua mente. Infelizmente muitas pessoas estão presas à esse Mundo, essas rotinas. "Pessoas que só são ocupadas em nascer e morrer." O Dia da Paz Interior é para aqueles seres que conseguem atingir as profundezas da superfície. Seres que conseguem se desligar desse Universo, abrir sua mente.


    sábado, 28 de agosto de 2010

    LUZ

    Por que Isso?
    Eu não quero
    Não quero!
    NÃO QUERO!

    Não quero ser normal

    Fugir!
    Me alimentar!
    É disso que eu preciso!
    Nossos mais profundos sentimentos 
    Vêm a tona com a fuga
    A fuga do consciente
    A fuga da libertação
    A busca pelo inconsciente
    Para fundir-se com a razão

    Razão + Inconsciente = LUZ






    Mudanças e contribuições são bem-vindas.

    Ao amigo João Pedro Navarro

    Tempo...
    Tempo é uma coisa que passa
    Tempo é uma coisa que some
    Tempo é uma coisa que vem
    O tempo tem fome

    O tempo tem fome
    Ele engole o que você ama num piscar de olhos
    E só resta o lamento, a dor, a lembrança do que já foi

    Mas que seria da história do mundo
    Se não houvesse a lembrança?
    Que seria de nós na tempestade,
    Se não lembrássemos da bonança?

    E a todos que passam por perdas
    E têm coisas pra lamentar
    Digo: "Dê tempo ao tempo,
    Que tudo há de se enjeitar"

    E agarre-se à lembrança
    Não como algo que já foi, mas que perdura
    E em que sempre é possível se apoiar

    Veja esse momento como um modo de se fortalecer
    De seguir em frente
    Pois tudo o que foi, não deixará de ser
    Mas há de se manter como um sonho bom em sua mente


    Um abraço de todos os amigos do Aguce... Força, que a vida continua. A Teca deixou esse mundo estúpido e cruel. Agora ela está em paz. Pense assim.

    sexta-feira, 27 de agosto de 2010

    Entre Olhos e Olhares

    Olhos, olhos, olhares
    Vagueiam,
    Olhos, olhos, olhares,
    Vagueiam olhos,

    Pela
    Humanidade vagueiam

    Entre olhos e olhares
    Humanidade

    quinta-feira, 26 de agosto de 2010

    Viagens no tempo e Aliens

    A discussão sobre viagens no tempo já tem uma longa história, e a maioria das vezes acaba-se quando alguém diz: "A evidência de que nunca construiremos máquinas do tempo é: por que nunca voltamos?". Eu digo:
    Já voltamos! Na verdade o que todos pensam ser extraterrestres são, na verdade, nossa evolução corpórea. Todos este OVNI's são máquinas do tempo, somos nós de um futuro muito distante, desenvolvido e evoluído vindo simplesmente visitar o passado ou consertar sutis erros que nunca perceberíamos mas poderão mudar o curso da humanidade.
                                      http://1.bp.blogspot.com/_BnjwW7j1cxM/TGZPqEwsToI/AAAAAAAAATY/WSQTv7Hgq6U/s1600/animal.jpg
    A biodiversidade terreste é enorme!
    Diante de tantos seres tão diferentes, por que logo um ser que pode ser de um número infinito de planetas é tão parecido conosco?
     http://3.bp.blogspot.com/_BnjwW7j1cxM/TGZIQU-5xyI/AAAAAAAAATA/rc_9639CBM8/s1600/grey.jpgFicheiro:Human anatomy.jpg
     
    Os aliens são somente nossa evolução genética, com um corpo menor e mais fraco e um cérebro maior porque cada vez mais valorizaremos a inteligência ao invés da força.
    Pensem nisso...

    quarta-feira, 25 de agosto de 2010

    De Fato


    Sinto frio, sinto calor
    Sinto fome, sinto dor
    Sinto sede, sinto amor
    Sinto saudade, sinto pavor
    Simplesmente sinto

    Não dá pra explicar
    Não sei como externalizar
    O que sinto

    Às vezes sinto vontade de provocar uma chacina
    Meus sentimentos são a minha heroína
    Sugando a minha força vital
    Para além da noção conformista de normal

    Para além do meu discernimento
    No intento
    De cometer um assassinato
    De fato

    Olho à minha volta e só enxergo ratos
    Matando uns aos outros por migalhas
    Que as imundas ratazanas do governo espalham

    Sinto vontade de gritar, de morrer, de explodir
    E o pior é que, se eu contar para alguém, esse alguém vai rir
    Vai me considerar um louco desvairado
    Ou até mesmo me chamar de viado

    Por expor meus sentimentos
    No intento
    De cometer um assassinato
    De fato

    Isso vai muito além de ódio e amor
    Vai muito além de bem-estar e dor
    Não o faria com raiva ou remorso
    Mas simplesmente por já considerar morto
    O ser humano
    Com seus estúpidos valores mundanos
    A limitar e aprisionar sua existência

    Sinto vontade de ler
    Mas estou numa escola opressiva
    Ouvindo coisas que não interessam
    E que eu nunca vou usar
    Ao longo da minha vida

    Digo que busco aguçar a mente
    Mas será essa busca em vão?
    Pois que tipo de gênio sou eu
    Pra reconhecer a verdadeira razão?

    E a conexão
    Com a energia interior
    Que é parecida com o vento
    Forte, implacável, invencível

    Eu queria ser como o vento
    No intento
    De cometer um assassinato
    De fato

    E então eu seria um tufão
    Uma tromba d'água, um furacão
    E eu levaria todos os seres humanos
    Com seus estúpidos valores mundanos
    Para sete palmos abaixo do chão

    Neve


    De um trago, absorvo memórias
    De um gole, memorizo histórias
    Pois tudo o que sou está na mente
    Já me sinto quase totalmente inconsciente

    - SILÊNCIO -

    Já não me encontro entre os seres mortais
    De um vôo, atinjo seus ancestrais
    Meus sonhos são de um verde doentio
    E eu rio do frio

    Difundindo valores
    Pensamentos, formas, cores
    Vencendo meus próprios temores

    Em vão, ou não
    É tão fácil encontrar a razão
    RAZÃO <-> Estou preso. Que solidão!
    ILUSÃO <-> Minha mente está em constante inversão
    INVERSÃO <-> Meus pés já não tocam o chão

    Sinto meus ossos se quebrarem aos poucos
    Louco! - eles me dizem - És um louco!
    À curta distância de um soco
    De um soco quebro as grades
    De minha cela de carne e osso
    Mas meu destino não é tão insosso
    Quanto suas idéias, meros esboços
    Seu grosso! - HA!! Você acha que eu não faço sentido?

    Onde estão seus soldados agora?
    Onde estão suas equipes de busca?
    Pois já me encontro fora do alcance
    De suas correntes de carne e sangue

    Estou nu na neve. NU!!!
    O frio me é cortante
    Mas é até interessante

    Pois já enxergo os tons de branco
    Diferentes tons de branco
    Como um vazio sem fim

    Ausência - ou excesso? - de vida
    Será que nós enxergamos a verdadeira vida?

    Basta! Não me incomode agora!
    Estou em conexão com a Terra
    A Terra que era
    A Terra que não era
    Ou que pode vir a ser
    Não dá pra saber

    Pois tudo o que enxergo à minha volta
    São estes malditos tons de branco

    Mas espere! A velocidade é inacreditável!

    Já me vejo em outra dimensão
    Atravesso a barreira do som e da razão
    Em vão - Minha mente está morta
    Vago sozinho na escuridão

    Rodeado de vazio e versos
    De um salto, atravesso o teto (da jaula da noção de errado e certo)
    Mas será que isso é certo? - você pode perguntar.
    Mas sabe que eu já não consigo lembrar?

    Pois tudo o que enxergo à minha volta
    São estes agoniantes e malditos
    Tons de branco